terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Bassorinha...


"Vieste viçosa,
Perfeita rosa...
Bela, perfeita
De amores feita.
Tinhas pureza...
E formosura.
De mimos cheia
Tenra e pura.
Teu corpo verde
Na puberdade...
Era caminho...
Felicidade.
Tua face meiga
Olhos de amar...
Todos queriam
Vir te tocar.
Nos braços secos
Vai-te à fama...
Fama de lua...
Lua de grama.
Nas tuas lumes...
Vasos de amores...
Nos meus ciúmes...
Formas e cores.
Querem teu sangue
Dilapidar...
Eu quero apenas
Te contemplar.
No meu deleite...
És a beleza...
Vasos enfeites...
Rumo e certeza.
Tua presença...
Encantadora...
Teu sangue verde
Meus olhos doura.
Comigo tu tens
Amor verdadeiro...
Neste terreiro
Sois só vassoura."
(J. Cruz)

Roda Gigante


"Roda Gigante

Por que não...
Ilusão?
Pra alguns é
Comestível.
Apetecível...
E saudável...
Louvável, fluível.
Pra outros,
Chapéu de sóis...
Caracóis.
Orelhas de pau...
Pra muitos flores.
Remédio pras dores...
E até beleza.
E agora me diga...
Vamos, me diga.
Por que, não pode ser...
Meu infante...
Uma roda gigante...
Pro meu olhar
De formiga?!"
(J. Cruz)

Silêncio...


O Si do Silêncio
(J. Cruz)

O som do silêncio
Ainda retumbam
Nos meus ouvidos...
Fazendo ecos...
Nos meus sentidos.
Daquele dia em que você
Nada disse
E falou-me tudo.
E me deixou mudo...
E meu mundo
Mudo, ficou rubro.
O seu silêncio sitemático
É a morte do meu paráclito.
É a sorte do meu sustentáculo...
É tudo...
Esse seu silêncio mudo...
Assim suicida
O meu vernáculo.