sábado, 31 de outubro de 2009

Belos tempos...


Tempos belos
(J. Cruz)


Velho amigo,
Amigo velho...
Do tempo do ronca.
Tempos perdidos.
Processador de tempero...
Destemperadamente,
Quente,
Consequentemente...
Amigo de todos.

Longos tempos...
Sentávamos ao seu derredor
A contar histórias.
Até você se cançar...
Até você dormir.
Então, ainda com
Saudades de seu calor...
Ìamos também pra cama.

Processador de comida...
De calor...
De conversas amáveis...
Amigáveis...
Inúteis...
Talvez por isso
Você se cansava
E se fechava em cinzas.

Velho amigo,
Quanta saudade!
Tempos aléns...
Que não retornam nunca.
Dias se foram,
Amigos se foram...
Tempos se foram.

Somente a saudade,
Permanece alí...
De butuca.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Flores e cores


Trilhos e Brilhos
(José da Cruz)

Trilhos coloridos...
Caminhos românticos...
Critérios fáceis de vida.
Rumores românticos...
Sólidos e saudáveis.
Brilhos de amores...
Tardes de verões...
Amores iludidos.
Esperando que
Nunca se acabe.
Carinhos demonstrados
Nas pétalas lindas
Perfumes jamais imitados.
Conquistas fáceis.
Nunca se viu... jamais...
Em nenhum lugar.
Melhor caminho
Para o coração.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Mundo prostibulento


Lual Baiano
(J. Cruz)



Movimento,
Movimentação...
Corridas e trabalhos...
In forma ação.


Vida corrida...
Redenet... ação.
Via Lactea...
Canção.


Deterioração...
Pressa e pressão.
Mortadela esparramada
Na grama
Da ilusão.


Corrente sanguínea
Ventre e esperma...
Ovulação.
Céus de estrelas...
Míseros seres...
População.


Carrerias,
Gritos, vivas...
Luz, câmera.
Ação!

Coloração...


Cores Concorridas
(J. Cruz)


Cores nobres,
Cobres...
Coberturas.
Vastas cisuras
Nos sentimentos.

Vermelhos, verdes...
Maduros... ou não.
Concorrem...
Com as cores...
Do Coração."

Beleza formada...


Nú Artístico
(J. Cruz)


Formas foscas, fortes
Fusões furtivas...
Feitos fantásticos.

Corpos, curvas concretas...
Concuspiscências ...
Canções cretinas...
Composições.

Visões vastas...
Vês de Vitórias.
Vértices...
Volúpcias e veemências.

Fontes, fêmeas.
Frutos... fantasias...
Frenesis.

domingo, 25 de outubro de 2009

Hero papas

Padre Herói
(José da Cruz)








Uma neblina
Perdida no tempo
Que a vida não apaga.
Um pai que é padre...
Não paga...
Não apadrinha.
Um vento,
Uma vinha...
Que não embriaga.
Uma menina.
Pobre paganina.




Todas as curvas...
Numa curva só...
Todas as vida,
Somente numa.
Visões tão turvas...
De caracós.
Lições perdidas...
Brisas e plumas.



Sonhos sonhados...
Amargos dias.
Feitiçarias...
Tempos nublados.
Eu queria dormir...
Cem anos.
Pra não sentir...
Tantos desenganos.


Perdido na vida...
Uma vida perdida.
Entes perdidos...
Do-entes...
Fera... feridas.
Fossas furadas,
Mente inclemente...
Palavras quentes
Indecentes.
Mundo torto...
Pai morto.



Se... pudesse planar
Se pudesse parlar...
Pleonasmo vidante.
Se... pudesse morrer
Morto padre...
Missa na certa.
Mente aberta...
Aberta-a-mente.
Herói... de papel,
De Babel...
Herói morto...
Pai torto...
Ente inocente
Mundo inclemente.
Evidentemente.


Que droga!
Vida de sogra...
Fantasia.
Pensei que ressuscitaria...
No terceiro dia.
Eu não queria...
Morrer.
Mas, fazer o quê?!
Dei bobeira...
Perdi a carteira.
Num beco do mundo
Imundo...
Lá perto da feira.





Fui violentado...
Degredado...
Cortaram-me a língua
Fui deixado à míngua...
Sonoplasticomastificado
Num só palavreado.
Maldita sinfonia...
Da tirania...
Ainda doi o ouvido.
Não sei...
Se um dia conseguirei
Amar de novo a palavra
Ou, o seu sentido.



Estou perdido...
Fui abatido...
Que loucura!
Não sei se é a amargura...
Ou a tortura.
Mas não tem jeito
Essa dor no peito...
É o efeito,
Mal feito...
Desta maldita...
Kryptonita.
Meeerda!
Na próxima vida
Vou ser Lex Luthor.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Possibilidades Possíveis

E Possíveis Possibilidades
(Por José da Cruz)


Possibilidades possíveis

Não tenho tal previsão..

Não tem sol, nem solução,

Solido e solidez.

Não tem tempero o meu dia...

Diálogo ou diapasão.

Não se traduz uma trégua

Na pasta desta poesia.




Não faz mal se a tradição

Nos traduz outra alegria

Tirada de uma alforria,

Xote, xaxado ou baião.

Não ter pressa dá a impressão

Imprensionável, talvez,

É que a tarde virou tédio,

Então guardo meu soluço.





Não tem bala,

Não tem belo,

Não tem bolinha ou balão.

Não tem bula de remédio

Que traduza essa emoção.

Minha vida não tem cura...

Perco-me na imensidão

De uma loucura.




Eu criei, ou dei vazão...

Ou razão...

Razo, despacho ou acho

Que me perdi numa excursão.

Ex-curso... per-curso...

Re-curso? Não...

Dis-curso? também não.

O certo é a tua certeza...

De que fiz contradição.




E o meu luar...

Não, não tem cura...

Fiz uma ex-cursão pra lua

Pra lua da tua rua.

No meu universo

Em verso...

O sol é só.

É só ... lidão.




Não tem mal,

Nem maldição.

Não tem sereno o meu dia

Nem rima minha poesia.

Minha sombra é assombração.

Que morra na ventania

Quem disputa por folia...

Ou bola de capotão.




Mesmo com Inter ou com Net

Meu Disq Joquey morreu

Virusfundiu o agadê

E matou minha emoção.

Já não tenho mais saúde

Saudade nem saudação,

É, tem uma parte que não tinha...

É o pó...

E o só.



Quem me dera

Pudera, quisera...

Voltar, pro útero

Interino de mamãe.

Onde eu não tinha...

Duas filhas, que eu

Não tinha... que ter.

A saliva...

A audição...

O soluço..

E a saudade.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Revoar e remoer

Polemilização
(Por José da Cruz)





Ouvi zunir o cupido


Na hora de levantar...


E caminhei pela vida...


E sobrevoei o mar...

Passeei pela cidade,

E até andei pelo céu.

Sem muita amargura ou pressa


Eu bati as minha asas.


Mas, porém chovia ainda...

Na hora em que me escondi


Por detrás do Equador.





Andei lá pela colina


E fui ver o sol nascer...


Espalhei minhas lamúrias


Correndo pela neblina


Mesmo que sem enxergar.


Gritei com quem era surdo



Cantei num caraoquê,



Nem sequer fui aplaudido


Mas gostei de ver o sol.







Fui musa de poesias


Já tive um blog na net


Empurrei caminhonete


Não comi a Rita Lee...


Nem fiz um corre em seu bairro.


Mas seus netos e tataras...


Vão ouvir falar de mim,


Só tive filhas mulheres.


Vou polenizar o mundo.







Já beijei todas as flores...



Da beira daquela estrada.


Passei por todas as fases...



Que o rock um dia apontou.


Vomitei num coletivo



Depois de um porre daqueles.



Já fiz manobras no vento


Que nenhuma outra fez.


Eu já voei sem ser pássaro


E vi você me olhar.






Nunca violei um código...


Que não fosse violável.



Nadei no rio das mortes


Com vela acesa na mão.


Já tive um galo pedrês



Que cantava as quatro horas.



E o meu sorriso era lindo...


Quando eu via aquela flor.


Porém, foi tão doloroso


Quando a planta emudeceu.






Amor já possuí muitos...



Alguns até verdadeiros.



E comi todas as fêmeas



Que esperavam ter nenêns.



Fecundei vinte mil óvulos...



Numa golfada de esperma.



E a lua sorriu pra mim


Lá detrás da serra azul.


Já cantei em lá menor...


Mesmo sem ver os teus olhos.







Eu só tinha uma vontade...



Era amar e ser amada.



E cumpri o meu trajeto...



As flores polenizando.



Queria tocar tambores



E ver as folhas dançando



Nas galhas do limoeiro



Se a prima Vera chegasse.






Fui coroinha de igreja



Durante a revolução.



Nunca teve um dia santo


Que eu não chorasse ao meu pai.



Tive uma filha rebelde



Que comeu religião...



Nem fez genunflexão...


Diante do santo altar.



E o meu padrasto morreu



Afogado nos seus anos.







Polenizei minha flores...



Nos meus três dias de vida.



Por mais de novecentas vezes


Eu cheirei o pó das pétalas.



Me intoxiquei com o veneno



Que corre das suas veias...


Boba, chorei minhas lágrimas.



Águas vãs de borboletas...


Pousei no dedo de Deus...



E morri logo depois.

domingo, 11 de outubro de 2009

Ventos e canções


Ventos e Canções

(Por José da Cruz)



Os ventos vêm e vão...

Trazem imagens.

Mostram sua força...

Os ventos uivam na noite

Como miam gatos no telhado.

Ventos assustam e ferem

as feras, e as esferas.


Ventos voam em todas as direções...

Como as canções.

Canções não cansam...

Ventos ventam e vetam.

Vetam vidas.

Canções bem cantadas

Encantam.


Os corações

Guardam as canções.

Os ventos voam

Nos ares

Como as canções.

Os cantos, encantam

As canções e os ventos.


Ventos e ventanias

Passam pela vida.

Cantos, canções e encantos...

Assim como a vida...

Bem ou mal vivida...

Voam.


Cantei meus cantos

Aos ventos.

Minhas canções

Em cada canto...

Não encantaram.

Passei pela vida...

Cantando canções

Nas ventanias.


Chorei nas chuvas

Lágrimas de vento

Antes de cantar...

E de me encantar.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Coitado do Juscelino...

"A arte do azedume, por maior que seja, pode não sê-lo aos olhos." (J. Cruz)



"Brasília, uma obra de arte contemporânea, que com o tempo...
azedou-se." (J. Cruz)


Brasília - Brasil
(J.Cruz)


Brasília, Brasil... barbaridade!...
Rota rôta do tráfico de influências...
Apesar que, por lá se trafica tudo...
Sensacionalismos, vidas, gráficos, estudos.
Ícone máximo das nossas excelências.
Lucro, líquido; rsrs “política brasileira...”
Insulto a Juscelino e sua visão altaneira...
A “nossa” Brasília – "covil de indecências.”

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Só por amor...










"É preciso caminhar todos os caminhos e viver todas as vidas. Mas não se pode cantar todas as músicas, nem sonhar todos os sonhos, ... Nem colher todas as flores." (J.Cruz)






Só Por Amor
(J. Cruz)

Onde há amor, não há pecado...
O pecado é a falta de amor:
O amor é a presença de Deus
Deus, a esperança de tudo.
Só por amor vale tudo...
Só por amor vale a vida.

A vida é presente de Deus;
O amor é presente da vida...
O amor é o começo de tudo...
O pecado, o Fim ...

Deus é o amor dos amores
O autor da vida.
A vida do mundo.
O pecado é a podridão do tudo.
É o começo do nada...
O princípio da decadência.
Só, e somente só...
Por amor...
Tudo vale.
Sem amor... tudo o mais
Não importa coisa alguma.

Só por amor
Vale a pena.
Só por amor...
Uma lágrima,
Um olhar,
Uma flor...
Os reinos,
Ou infortúnios....
A vida ou a morte
Vale a pena.

Ame.
Por tudo,
E, acima de tudo
E tudo o mais
Terá sentido.

Sem amor,
Nem o sentido
Terá sentido.
Nem faz sentido.

Lute, por amor...
Viva, por amor...
Morra, por amor...
Ame, por amor...
Só, somente.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Amorizando...


Conjunção
(José da Cruz)


Mar mareja, mente melosa...
Mastro mestre mostra malícia...
Meiguices, monólogos, momentos mágicos.
Muito movimento, múltiplas melodias.
Misticismo, maestrias...
Maturação máxima.


Carência coroada,
Côncavo e convexo.
Cravo e canela...
Carinhos...
Coração com coração.
Contemplação, concupiscência.
Carne com carne...
Cretinices... Calor...
Carnaval.


Elo e eloqüências...
Expansão, elasticidade...
Equilíbrio.
Encanto e eternização...
Êxito e exaustão...
Excelências.


Saudade, solidão, saem...
Sensibilidade, suavidade, sobram...
Sagrada situação.
Sólidos sentimentos...
Solene santificação.
Salivas...
Sangue...
Suor...
Secreções...
Silêncio.

domingo, 4 de outubro de 2009

O Tempo


Sem Tempo
(José da Cruz)


Não tive tempo de te amar mais,
Nem de sonhar com o teu sorriso...
Nem de conhecer a tua paz,
Nem de ir contigo ao Paraíso.


Nem foi possível gravar de teus olhos a cor,
Nem foi possível saber por que partia...
Se foi, sem saber se houvera sofrimento e dor;
Perguntei por que ias?... Nem sabia.


Foi tudo rápido como ciclone em vendaval,
Deixando um manancial nos olhos meus...
E em meus horizontes aquela nuvem que desceu...


Nem pude lhe falar de amor e de saudade,
Veio, e se foi... uma loucura... – é verdade!
Mas foi a coisa mais bela que já me aconteceu.

O ser e serviço

Meu Jeito Jovem de Ser.
(Por José da Cruz)


Meu jeito jovem de ser...
É quente, é forte, saudável;
É crítico, cítrico... louvável...
Sadio, suave e santo...
Pois não me preocupo tanto...
Com a estrada a seguir...
Prefiro à chorar... sorrir.
E à cair... levantar.
Meu jeito jovem de amar...
É o jeito de todo jovem.
Daqueles que se comovem...
Com o sorriso da guria...
Que está de noite ou de dia...
No cruzamento da rua...
Bem vestida, ou quase nua...
Tentando ganhar a vida.
Sorrindo mesmo ao sofrer.
Amo, apesar de querer...
Degolar aos que promovem.
Esta situação de doer.
É este o meu jeito jovem:
Meu jeito jovem de ser.

Meu jeito jovem de ser...
É rico, é pobre... gostoso.
É lento, é rápido... penoso.
Bonito, feio... e brilhante.
Mas não louvo o ignorante...
Nem critico quem caiu.
Nem me amarro em quem subiu...
Pisando o pobre coitado.
Não fico à sombra do estado...
Mamando... a verba do povo...
Também não fico deitado
Esperando acontecer.
Pois sou jovem, e meu dever...
É fazer revolução...
Mudar a situação...
Sem ser superficial.
Ser profundo, vivo e leal...
Isso, doa a quem doer.
Não tenho que explicar...
Pois venho pra dividir
Pra participar e aplaudir.
Sorrir, dançar e vencer.
Nem tente me dar razão...
Quer você queira, quer não...
Adesões não me comovem...
Nem fazem-me fortalecer.
É este o meu jeito jovem...
Meu jeito jovem de ser.


Meu jeito jovem de ser...
Não me permite contar...
Piadas pra avacalhar...
Ou pra fazer alusão.
Ao pobre, ao feio, ao pagão...
Sem que ele esteja presente...
Ou mesmo ao ignorante.
Que sorri de ti por instante...
Mas depois volta a sofrer.
A não ser que ele consinta...
Sorria, participe, não minta...
Só para ser delicado.
Não me permito aceitar...
O que está inadequado.
Nem me peça pra calar.
Com toda esta situação.
Aceito que você faça...
Com ignorância ou graça...
Da maneira que quiser.
E como lhe aprouver.
Corrija, chanse é com "c"
Refaça a concordância...
Se pra ti é tão importante.
Não vejo aí nada brilhante...
Que diferença isso faz?
Se começou tudo errado...
O princípio deturpado...
E o jovem aprendendo assim?...
Depois, qualquer demente sabe...
O que é bom ou ruim,
Genuíno e original.
E nem tente me convencer...
Qüesse sorriso banal.
Que o fusuê é legal...
Que eu tenho é que aprender.
Com o seu jeito de ser...
Dançar e se contorcer...
Pois o importante vai ser...
O resultado final.
Há controvérsia afinal...
Posso provar queres ver?!
Não dá pra ser só folia...
E levá tudo no "love"...
É este o meu jeito jovem
Meu jeito jovem de ser.

Meu jeito jovem de ser...
Não me permite aplaudir.
A ignorância a fluir...
E o povo pagando o pato.
Um sistema cruel e xato...
Com "x", ou com "ch".
Que faz até professores...
Impávidos, colecionadores...
De uma mediocridade...
Se acham notoriedades.
A engolir esses "agás"...
Células, maters do mal.
Ditado de quem domina...
Mas pra quem realmente ensina.
Pesquise, seja intrigante...
Verás que nunca foi "mais importante".
O resultado final.
Perfeição só dá quem tem...
O resultado genuíno...
Foi genuíno ao fazer.
Sorriam, aplaudam ou reprovem...
É este o meu jeito jovem...
Meu jeito jovem de ser.


Meu jeito jovem de ser...
É contra a apologia...
Não louva a patifaria...
De grupos, tribo ou poder.
Renega a droga, o exagero.
O supérfluo, o destempero...
A falta de ética, a apatia...
As musicoburrologias...
Aquelas canções vazias...
Feitas só para vender.
Boto o anti-socialismo...
Bebedeiras, fanatismos...
Ou qualquer forma de "ismos."
Fora do meu "HD".
Não cultuo lanchonetes...
Não passo noites na nets...
Procurando o que fazer.
Não curto a velocidade...
E nem a morosidade...
Não vivo pra trabalhar...
Mas trabalho pra viver.
Sem preconceito, aversão...
Ao que nos façam crescer.
Busco o cerne, a perfeição...
O santo, o puro, o canal.
Aliás, você poderia...
Qualquer hora, qualquer dia...
Enquanto estiver desfilando.
Com aquela botona ao joelho...
Naquele carrão vermelho...
Que comprou financiado.
Parar ali no sinal.
E perguntar pra menina...
Buxudinha... 13 anos...
Tão risonha... ser humano...
Mas porém, com muita fé...
Que ali entrega os "papé"...
Pra ganhar seus "dez reau."
Com sede e muita fadiga...
Mostrando já a grande barriga.
Resultado de um estupro...
Que sofreu um pouco antes.
Se pra ela o mais importante...
Belo, prazeiroso e legal...
É o resultado final?!
Verás do que eu falo e tal
Vez cheguem a compreender...
E suas práticas renovem...
É este o meu jeito jovem...
Meu jeito jovem de ser.


Meu jeito jovem de ser
Não me deixa ficar calado
Quando qualquer ser é lesado
No financeiro ou moral...
Todos ou individual.
Um mínimo nos seus direitos.
Não que eu seja perfeito...
Ou que não venha a errar.
Mas eu busco aprimorar.
E quero saber o porquê.
Como, quando e para quê...
As essências e os conceitos.
Respeito todos os jeitos...
Individual ou povão.
Mas falta de educação...
Aí... me tira do sério...
A generalizada burrice.
E toda essa canalhice...
De fazer pura e simplesmente...
Coisas "para inglês ver..."
Na era da informação.
É de doer o coração...
Me faz o sangue ferver.
Não pego só por pegar...
Nem faço amor só por fazer.
São ações que não resolvem...
Prefiro não me envolver.
É este o meu jeito jovem...
Meu jeito jovem de ser.


Meu jeito jovem de ser
Não engole a incompetência...
Mau uso da inteligência...
A merda da corrupção...
Raiz podre de todo mal.
E os fanáticos que tentam...
Me vender religião...
Dizendo que Deus é "bão".
Na televisão, ou na rua...
Eu digo, fique na sua.
Ou faça um curso intensivo...
Mobral, Enem, Supletivo...
Pra te dar base moral.
Pra discutir o essencial...
A essência do criador.
Razão do homem e do mundo...
Do amor suave ao profundo...
Criador e criatura...
Perenêz, paixão e postura...
Da vida, o homem, o viver.
Se nem o essencial...
Podes tu compreender...
Vais me falar de Jesus...
Amor, Luz, e o Transcender?!
Ahhh por favor me erre...
Ou te mando à pqp.
As críticas não me demovem...
É este o meu jeito jovem...
Meu jeito jovem de ser.


Meu jeito jovem de ser
Usa a sagacidade...
Mas também tem a humildade
De ouvir e compreender.
Mas não venha xavecar...
Embromar e convencer.
Eu não aceito a perfídia.
E toda essa droga de mídia...
Que desvia a juventude...
De banal chega a ser rude...
Desinforma, influencia.
Mata o lirismo, a poesia.
Transforma o gosto, a tendência...
Molda a inteligência...
Robôs, com o gosto do ter.
Ferra o jovem e a criatura...
É pior que a ditadura...
Se queres mesmo saber.
"Vá procurar suas turmas...
Que te comam ou te aprovem."
É este o meu jeito jovem...
Meu jeito jovem de ser.


Meu jeito jovem de ser...
É moderno sem ferir...
Pois temos que evoluir.
Voar, fluir... transcender.
Sem torrar... sem ser cri-cri.
Mas tem coisas que a escola ensina...
Não desce nem com vitamina.
E os cursos... as oficinas...
Lívia, eu não entendi...
Ficar seis horas num ônibus...
Pra aprender fazer mural?!
Cadê a paginação...
As normas da redação...
O foco noticioso...
Aquele ar mais gostoso...
Da redação do jornal?!
Correrias, fechamento...?
Mudança de último momento...?!
É... não dá pra entender.
Desculpe ... mas... é lamentável...
Pueril, banal, lastimável...
Tanto gasto... nada a ver...
Exibição de um estado...
Muito sem educação.
Com um salário achatado...
E uma pobre visão...
Do verdadeiro saber.
Se estou errado me provem...
Pois não dá pra entender.
É este o meu jeito jovem...
Meu jeito jovem de ser.


Meu jeito jovem de ser...
Vai sempre abominar.
O que só quer aparecer...
Aquele que compra e não paga...
Ou que quer levar vantagem...
De qualquer forma, ganhar.
Sem lutar ou merecer.
Ou que viva a sua vida...
Já maculada e sofrida...
Sem cuidar do ambiente.
O que esmaga ou estraga...
O lugar ou o ser vivente...
Lúcido, pirado ou sem ver.
Não aplaudo a burocracia...
Estupidez ou letargia...
A ignorância, o esperto
Que sofre mas acha certo
O roubo do dirigente.
A morte do indigente...
O preconceito ou o sofrer.
Posso calar, ou sorrir.
Não peça pra eu consentir...
Se não quiseres ouvir...
Verdades que vão doer.
Sou jovem, volto a dizer.
Meu negócio é complicar...
Entender e questionar...
O que não der pra entender
Pelo saber, a Deus louvem...
É este o meu jeito jovem...
Meu jeito jovem de ser.


Meu jeito jovem de ser...
É diferente do seu.
Pois este meu jeito é meu.
Foi eu que o conquistei.
Por quanto tempo não sei...
Vou continuar assim...
Um ano, dez anos, um mês.
Com minha virago preta...
Todas minhas camisetas...
E o meu cabelo pintado...
Preto, azul... amarelado.
Não sei... a bola da vez.
Meu jeitão de enfezado...
Sorrindo a mais não poder.
Ao ver sua reação.
Com meu tennis mad rats...
All Star sujo e rasgado...
Mad bulls quadriculado.
Que você diz que é xadrez.
Meu jeito de ser feliz...
Aplaude o cego, a atriz...
O pobre, o rico, o in, o feliz.
Que espalham ou juntam os papéis.
O soldado ou os coronéis...
A nutris e a gestante.
Os que se fazem estudante...
Os que vêm Deus me vender.
Ou mesmo aqueles que vivem
No trampolim do poder.
Mas não peçam pra eu concordar...
Ou mesmo pra avaliar...
Pois eu vou lhe constranger...
Lhe dizendo: "Fuck you."
Traduzido... podes crer.
Querem ser feliz não me estorvem.
É este o meu jeito jovem...
Meu jeito jovem de ser.

Meu jeito jovem de ser...
Não quer nada te ensinar.
Só quero participar...
Evoluir, envolver.
Eu posso até te aceitar...
Ir contigo, acompanhar.
Posso até filosofar
Com seu modo de viver.
Aceito até sua crítica...
Embora não muito rica...
Sobre idade, ideologia.
Amor, Deus, teologia...
Sobre moral, sexo ou viver.
Brasil e Filosofia...
Música, história, poesia...
Postura... o que lhe aprouver.
Democracia... Educação
Luxo, paz... Religião.
Aquilo que lhe convenha...
Caso tenha educação
Só peço que pegue a senha.
Mas se quiser me mudar...
Já sabe, vai escutar:
Como diria a minha "Ju".
Fuck you! Fuck you! Fuck you!
E dê-se por satisfeito...
Pois tem mais rimas com "u"...
Que a "jovem" educação
Não me permite dizer.
"Di boa," vivam... renovem.
É este o meu jeito jovem...
Meu jeito jovem de ser.


Meu jeito jovem de ser...
Não é paia nem um pouco.
Tô vendo minha filha Ju...
E seu jeito jovem de ser.
Rindo a mais não poder...
O seu jeitão... jovem-rôuco:
Ao ler esse relicário...
Fazer um looooongo comentário...
Dizendo apenas: - Lôôôku!
Só, e somente isso...
Sem interferir ou interceder.
Diferente de certas seitas...
Que emburrece o coitado.
Do analfabeto ao letrado...
De tudo tem a receita...
Rejeitam-me sem conhecer.
Mas, na dela... Ju aceita...
Meu jeito jovem de ser.
E àquele que se exaltar...
Criticar ou massacrar...
E não quiser aceitar...
Meu jeito... ou o jeito da Ju.
Digo, sem me aborrecer...
E também sem me exaltar:
É o meu Jeito Jovem De Ser:
Se não quer nos entender...
- Vá ti ferrar.
- Fuck you!

Palavras ao Vento


Palavras e Neblinas

(J. Cruz)


O fastio do fofo

Imaginado em cada curva

Das imagens imginadas.


Me perco, perdido...

Nas neblinas do verbo

Nas esquinas esquisitas

Do tempo.


Não sou o som...

Nem a sombra da verve

Do poeta polido, prático...

Não, nem praticidade

Tem, os meus tenores.


Me embriago...

Me engasgo.

Enamorado.


Sou apenas,

Posto que parlante

Um amante

Das palavras...

Apaixonado pelas imagens.

sábado, 3 de outubro de 2009

O Som da Janela




Janela Indiscreta 3
(Por José da Cruz)




Da janela vi seu vulto


Na imensidão descortinada


De um céu quase azul.


Queria te ver mais de perto


Queria te ter não somente


Nas minhas lembranças


Lembranças de infância


Que também se perdem.




O movimento remexe


E mexe comigo...


Eu sei que é progresso


E sei que é ilusão


Querer, viver sem poluição.




É um trânsito tão louco


E um ar rarefeito


Que como um tufão


Invade meu peito


E o pulmão.




É sonoridade, é informação


São os prédios que crescem


E me invade a visão...


Proximidades que me afastam


Da convivência.


Visual turbulento, Consumista.


Beleza que me embaça as vistas




É você cada vez mais rara


Cada vez mais cara


Sem a beleza que tinha...


Volte minha querida, minha


Minha querida nuvem branquinha.