sábado, 3 de outubro de 2009

O Som da Janela




Janela Indiscreta 3
(Por José da Cruz)




Da janela vi seu vulto


Na imensidão descortinada


De um céu quase azul.


Queria te ver mais de perto


Queria te ter não somente


Nas minhas lembranças


Lembranças de infância


Que também se perdem.




O movimento remexe


E mexe comigo...


Eu sei que é progresso


E sei que é ilusão


Querer, viver sem poluição.




É um trânsito tão louco


E um ar rarefeito


Que como um tufão


Invade meu peito


E o pulmão.




É sonoridade, é informação


São os prédios que crescem


E me invade a visão...


Proximidades que me afastam


Da convivência.


Visual turbulento, Consumista.


Beleza que me embaça as vistas




É você cada vez mais rara


Cada vez mais cara


Sem a beleza que tinha...


Volte minha querida, minha


Minha querida nuvem branquinha.

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