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Janela Indiscreta 3
(Por José da Cruz)
Da janela vi seu vulto
Na imensidão descortinada
De um céu quase azul.
Queria te ver mais de perto
Queria te ter não somente
Nas minhas lembranças
Lembranças de infância
Que também se perdem.
O movimento remexe
E mexe comigo...
Eu sei que é progresso
E sei que é ilusão
Querer, viver sem poluição.
É um trânsito tão louco
E um ar rarefeito
Que como um tufão
Invade meu peito
E o pulmão.
É sonoridade, é informação
São os prédios que crescem
E me invade a visão...
Proximidades que me afastam
Da convivência.
Visual turbulento, Consumista.
Beleza que me embaça as vistas
É você cada vez mais rara
Cada vez mais cara
Sem a beleza que tinha...
Volte minha querida, minha
Minha querida nuvem branquinha.
(Por José da Cruz)
Da janela vi seu vulto
Na imensidão descortinada
De um céu quase azul.
Queria te ver mais de perto
Queria te ter não somente
Nas minhas lembranças
Lembranças de infância
Que também se perdem.
O movimento remexe
E mexe comigo...
Eu sei que é progresso
E sei que é ilusão
Querer, viver sem poluição.
É um trânsito tão louco
E um ar rarefeito
Que como um tufão
Invade meu peito
E o pulmão.
É sonoridade, é informação
São os prédios que crescem
E me invade a visão...
Proximidades que me afastam
Da convivência.
Visual turbulento, Consumista.
Beleza que me embaça as vistas
É você cada vez mais rara
Cada vez mais cara
Sem a beleza que tinha...
Volte minha querida, minha
Minha querida nuvem branquinha.
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