domingo, 4 de outubro de 2009

O Tempo


Sem Tempo
(José da Cruz)


Não tive tempo de te amar mais,
Nem de sonhar com o teu sorriso...
Nem de conhecer a tua paz,
Nem de ir contigo ao Paraíso.


Nem foi possível gravar de teus olhos a cor,
Nem foi possível saber por que partia...
Se foi, sem saber se houvera sofrimento e dor;
Perguntei por que ias?... Nem sabia.


Foi tudo rápido como ciclone em vendaval,
Deixando um manancial nos olhos meus...
E em meus horizontes aquela nuvem que desceu...


Nem pude lhe falar de amor e de saudade,
Veio, e se foi... uma loucura... – é verdade!
Mas foi a coisa mais bela que já me aconteceu.

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