quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Possibilidades Possíveis

E Possíveis Possibilidades
(Por José da Cruz)


Possibilidades possíveis

Não tenho tal previsão..

Não tem sol, nem solução,

Solido e solidez.

Não tem tempero o meu dia...

Diálogo ou diapasão.

Não se traduz uma trégua

Na pasta desta poesia.




Não faz mal se a tradição

Nos traduz outra alegria

Tirada de uma alforria,

Xote, xaxado ou baião.

Não ter pressa dá a impressão

Imprensionável, talvez,

É que a tarde virou tédio,

Então guardo meu soluço.





Não tem bala,

Não tem belo,

Não tem bolinha ou balão.

Não tem bula de remédio

Que traduza essa emoção.

Minha vida não tem cura...

Perco-me na imensidão

De uma loucura.




Eu criei, ou dei vazão...

Ou razão...

Razo, despacho ou acho

Que me perdi numa excursão.

Ex-curso... per-curso...

Re-curso? Não...

Dis-curso? também não.

O certo é a tua certeza...

De que fiz contradição.




E o meu luar...

Não, não tem cura...

Fiz uma ex-cursão pra lua

Pra lua da tua rua.

No meu universo

Em verso...

O sol é só.

É só ... lidão.




Não tem mal,

Nem maldição.

Não tem sereno o meu dia

Nem rima minha poesia.

Minha sombra é assombração.

Que morra na ventania

Quem disputa por folia...

Ou bola de capotão.




Mesmo com Inter ou com Net

Meu Disq Joquey morreu

Virusfundiu o agadê

E matou minha emoção.

Já não tenho mais saúde

Saudade nem saudação,

É, tem uma parte que não tinha...

É o pó...

E o só.



Quem me dera

Pudera, quisera...

Voltar, pro útero

Interino de mamãe.

Onde eu não tinha...

Duas filhas, que eu

Não tinha... que ter.

A saliva...

A audição...

O soluço..

E a saudade.

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