(Por José da Cruz)
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Possibilidades possíveis
Não tenho tal previsão..
Não tem sol, nem solução,
Solido e solidez.
Não tem tempero o meu dia...
Diálogo ou diapasão.
Não se traduz uma trégua
Na pasta desta poesia.
Não faz mal se a tradição
Nos traduz outra alegria
Tirada de uma alforria,
Xote, xaxado ou baião.
Não ter pressa dá a impressão
Imprensionável, talvez,
É que a tarde virou tédio,
Então guardo meu soluço.
Não tem bala,
Não tem belo,
Não tem bolinha ou balão.
Não tem bula de remédio
Que traduza essa emoção.
Minha vida não tem cura...
Perco-me na imensidão
De uma loucura.
Eu criei, ou dei vazão...
Ou razão...
Razo, despacho ou acho
Que me perdi numa excursão.
Ex-curso... per-curso...
Re-curso? Não...
Dis-curso? também não.
O certo é a tua certeza...
De que fiz contradição.
E o meu luar...
Não, não tem cura...
Fiz uma ex-cursão pra lua
Pra lua da tua rua.
No meu universo
Em verso...
O sol é só.
É só ... lidão.
Não tem mal,
Nem maldição.
Não tem sereno o meu dia
Nem rima minha poesia.
Minha sombra é assombração.
Que morra na ventania
Quem disputa por folia...
Ou bola de capotão.
Mesmo com Inter ou com Net
Meu Disq Joquey morreu
Virusfundiu o agadê
E matou minha emoção.
Já não tenho mais saúde
Saudade nem saudação,
É, tem uma parte que não tinha...
É o pó...
E o só.
Quem me dera
Pudera, quisera...
Voltar, pro útero
Interino de mamãe.
Onde eu não tinha...
Duas filhas, que eu
Não tinha... que ter.
A saliva...
A audição...
O soluço..
E a saudade.
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